Raindrops and roses and girls in white dresses

April 10, 2013

Infelizmente, estamos de volta à busca por emprego. E tempo livre, no meu caso, necessariamente significa a volta ao invencionismo culinário. Então, senta que lá vem a história.

Semana passada, uma amiga comentava sobre um doce espanhol chamado madalena. Minha curiosidade gritou e fui pesquisar, para ver do que se tratava. Bom, madalenas não são nada alem de bolinhos, com algumas coisinhas dentro; de modo que a receita é super fácil e rapidinha. Munida da lista de ingredientes, fui para a cozinha. Segue o relato:

Ainda no forno!

Ainda no forno!

Ainda no forno, os bolinhos já soltavam um cheiro delicioso, deixando a casa completamente perfumada de baunilha, limão e bolinho. E o resultado final ficou incrível, com os bolinhos sendo disputados a tapa na residência.

Agora com doce de leite, para incrementar

Agora com doce de leite, para incrementar

Minha dica é que você coma com doce de leite ou alguma geléia. Fica uma delícia. A receita veio daqui, aconselho a usar apenas uma colher de chá de fermento, bater os ovos com uma batedeira, até que eles fiquem quase branquinhos e misturar a farinha com uma colher de pau.

Como disse ali em cima, a casa pirou com as madalenas, logo tive que fazer de novo. Mas, OH NÃO! Não havia limão. O que fazer? Abri os armários por aqui e decidi seguir a receita, mas fazendo bolinhos de chocolate! Ou, como estamos chamando por aqui: madalena cabrocha. Segui a receita ali de cima, mas coloquei uma xícara de achocolatado e chocolate picado. Como ficou: só ver as fotos!

Em produção

Em produção

E o grand finale:

Mais doce de leite?SIM, POR FAVOR!

Mais doce de leite?SIM, POR FAVOR!

Sim, o resultado desse invencionismo ficou uma delícia. E coloco doce de leite em tudo, mesmo; alguns fazem com nutella, eu prefiro o doce de leite para adoçar a vida.

Os bolinhos ficam ótimo morninhos ou dormidos. São delícias para café da manhã, lanche da tarde ou apenas por pura gordice. Ficam prontos rapidinho e vale a pena demais perder uns 40 minutos para ter essas delícias à mão naqueles dias em que queremos comer algo gostoso e ter pouco trabalho.

Well, this is an invitation

January 23, 2013

Depois de um mês no trabalho novo já é possível ter uma opinião mais consistente sobre minha nova rotina. De fato, o lugar é legal e as pessoas também. Estou aprendendo muito, não sóporque preciso pesquisar uma série de coisas, como tenho que fazê-las e me adaptar a essa nova fase da minha vida. Está legal. Está divertido. está educativo – de uma maneira interessante e não daquela de brinquedo de madeira.

Os textos por aqui diminuirão. Não porque agora eu tenho um emprego, mas porque minha ocupação é escrever, escrever e escrever mais um pouco. Isso desgasta qualquer vontade de escrita “recreativa”, porque, né, o cansaço mental é maior do que o físico e tenho limitações de repertório. Mas isso não é uma reclamação, de maneira nenhuma.

Mesmo sendo chatíssimo acordar cedo (e não me venha com esse papinho mole de realização pessoal/profissional/etc porque ninguém gosta de ser arrancado do conforto do soninho. Para nada. Bom mesmo é dormir até o olho abrir), não me incomoda passar o dia longe de casa, trabalhando. Me sentir produtiva e receber um elogio aqui e outro ali ajudam muito nesse processo pessoal pelo qual passo. As coisas estão bem legais e se encaminhando de forma promissora.

Tenho reclamações, claro. Todos temos. É do ser humano o bicho-carpiteiro n’alma e a incessante busca por “algo mais”, mas estou confortável, tranquila, quase zen. E ter esse tipo de paz no turbilhão interno em que estou não só é maravilhoso, como também me leva a resolver as outras coisas que incomodam. É bom quando as coisas começam a andar.

Rise and shine, my sister

December 20, 2012

Então que o que era uma possibilidade virou um emprego. E esse ano frustrante termina numa nota de alguma esperança.

Estou trabalhando num lugar legal, com pessoais legais e, o mais importante, não tem a coisa de ninguém se tratar como bebezinho. São adultos, profissionais, com obrigações e “metas” etc e tal. O que é ótimo, porque existe autonomia, mas também disponibilidade de todo mundo para esclarecer coisas. O esquema está um pouco “hit the ground running”, mas me agrada. De verdade.

Meu problema nunca foi ter medo de trabalho. Como disse no início desse blog, posso não saber exatamente o que fazer da minha vida, mas, geralmente, gosto muito do que fiz em todos os empregos que tive. Aliás, esse é um problema que tenho, profissionalmente falando: sou perdida porque consigo me adaptar, me adequar e desempenhar as funções que me são delegadas sem grandes problemas. Isso acaba me abrindo um leque amplo demais e não sou a melhor das pessoas fazendo escolhas e me distraio facilmente de tudo.

O emprego é na nova área de carreira que escolhi. Que aliás, talvez, eu devesse ter seguido desde sempre, mas nem todos acertamos de primeira, então lidemos com o que é dado. Não entendam como conformismo, por favor, porque não é. Seria conformista se fosse algo nada a ver, apenas para pagar as cervejas do fim de semana. Mas vislumbro um aprendizado grande nessa fase nova. Um certo crescimento profissional e isso me anima. Não empolga pra caramba UHUL ME ACHEI, mas é uma fagulha que pode virar uma fogueira consistente. É bom tem um certo rumo, se perceber útil.

E quando uma área da vida começa a desembolar, a tendência é que as outras acabem seguindo o padrão. Como diria o personagem principal do livro que estou lendo: parece que as fiandeiras do destino resolveram adicionar algo de legal à minha trama. Estou realmente esperançosa, e não só porque as coisas parecem se encaixar, mas por me mexer para isso também.

The future is in the air

December 14, 2012

Pois que foi apenas  falar que esse período seria da estiagem completa de ofertas de qualquer coisa que ontem recebi uma ligação. Uma entrevista. Numa área que, não só me interessa muito, como é o novo direcionamento de vida que estou escolhendo.

Pois que vamos a entrevista. Acho que fui bem, mas sempre acho essas coisas e só lembro da batalha naval no programa do Bozo: ÁÁÁÁÁGUA! Mas como estou muito empenhada em não me preocupar com o que não posso acelerar ou mudar ou combater, resolvi manter a esperança. A palavra admissão foi usada, gente, como não manter a esperança quando escutamos isso, não é mesmo?

É promissor, mas os pés precisam ficar no chão ou o tombo acaba ferindo muito mais. Aliás, esse é o grande problema da esperança: ela deixa a gente sonhadora demais e lidar com frustração sempre dá aquela desestabilizada maneira. O lance é dosar a expectativa com a realidade. E essa eu só tenho certeza de qual é na semana que vem.

Mas foi bom encerrar uma semana complicada nesse tom. Traz uma certa leveza. Dá uma arejada na vida. Coisas mais do que necessárias nesse momento.

Sick and tired and sleepless

December 13, 2012

O grande problema de chegar a essa época do ano desempregada é a certeza de que só vai acontecer algo depois do ano novo. A maioria das empresas entra em recesso, logo, as ofertas de vagas param de aparecer. Os processos seletivos seguem o mesmo caminho. E fica aquela enorme sensação de fila do SUS: só resta esperar.

Falando em espera, já comentei aqui que um dos meus grandes problemas com isso é a falta de resposta de processos seletivos. Porque você manda currículo e recebe um grande vazio como resposta. O info jobs tem uma área onde você vê se o seu currículo foi visto. Bom, das 19 candidaturas em aberto (pra vocês que dizem que eu não me mexo, olhaí), apenas 4 empresas se deram ao trabalho de abrir o meu perfil. Quer dizer, o povo não tá muito preocupado.

Entendo receberem muitos currículos, mas, gente, fecha a vaga depois de um número determinado de candidatos. Porque não fica o povo bocó (eu) mandando um currículo, esperando uma oportunidade etc etc etc. Me escapa, mesmo, a necessidade que as pessoas têm de serem tão pouco práticas…

Mas, depois de tanto tempo procurando colocação profissional, eu já deveria estar acostumada com esse tipo de coisa, não? Mas não, não estou. Até porque, combinemos, tenho um punhado de anos de vida e não me acostumei direito com a humanidade, num geral.

Voltando ao assunto do primeiro parágrafo (sim, tergiversar é uma das minhas melhores habilidades), como esse período é de expectativas baixíssimas de emprego, esse espaço (blog ha ha ha), se tornará um pouco mais diarinho. Para manter atualizado, para que eu não me esqueça dele. Para manter a prática da escrita pessoal, pero no mucho.

No, I don’t know where I’m going

December 6, 2012

But I sure know where I’ve been

Parei com com esse blog porque tinha arrumado emprego. Mas acabei perdendo-o e achei que recuperaria em tempo. Mas 2012 não tem sido o ano promissor que começou. E já que ando tendendo a crer em mudanças pessoais e recomeços,  por que não voltar para cá?

Tentei várias coisas nesse período sem carteira assinada, tentei até a carteira assinada. E cada recusa foi mais um pedacinho que ficou pelo caminho, mas com o fim de um ciclo – vários, a bem da verdade -, é o momento de andar para frente.

Uma das coisas que estou tentando, mais uma vez, é a formação superior. (Embora ache que as pessoas deveriam dar mais chances a quem tem algum talento e muita disposição ao invés de qualificar a capacidade profissional de alguém baseadas num pedaço de papel. Mas é como o mundo é e eu tenho que me adaptar.) Voltei à faculdade, mas num curso a distância, com horários flexíveis e numa área parecida, embora não saiba exatamente muito sobre ela. É pouco? Sim. Mas é algo e o mais importante, nesse momento, é tentar.

Tic-tac, belezinha. Ninguém está ficando mais novo e antiidade não funciona na idadentidade.

Modos que voltei. Porque eu não sei quando as coisas acontecerão, mas sei que parada não vai funcionar. Vamos fazer o nomezinho circular. Mostrar que sei escrever direitinho. Que estou disponível na coisa linda que é o mercado de trabalho.

Novos ciclos. Novas motivações. Mais disposição. E, olha, gente, eu ainda faço um brigadeiro que é de comer rezando.

Fight fire with fire

October 20, 2011

Parece que a única coisa que venho fazendo é esperar. E não há mesmo muito parecimento nisso: espero respostas, o horário de saída do gato, os presentes da familia que estava viajando. As respostas virão eventualmente, é só ansiedade. O gato chegará aqui, é só saudade. A família já está chegando, é só futilidade.

Mas divertido mesmo é que a galera é comilona. E tem uma queda incrível por bobaginhas de roer a qualquer hora, logo, senhor meu Puái Inefável trouxe um troço chamado stroopwafel e OH. MEU. DEUS. Não quero mais comer nada na minha vida. Quero viver numa casa feita desse negócio; tomar banho de wafer e caramelo; dormir numa cama de wafer, enrolada em cobertas de… Enfim, o negócio é Jesus de Caramelo. Desnecessário dizer que já achei um lugar que venda isso aqui na minha cidade, né. Santa Internet.

E, com esse monte de docinhos, biscoitos e chocolates deliciosos, fui forçada a adiar o brownie que faria apenas pra provar que sou uma linda e me recuso a pagar sete realidades num pedacinho de bolo que parece que foi feito semana passada. E ainda por cima numa colônia hippie. Dá um tempo aí, malandragem, você tem uma loja com nome remetendo a chocolate e o brownie tá com essa cara safada? E tu o DESPLANTE de querer me cobrar mais do que 3 dilmas nessa vergonha? Pois que muito bem, disse ao gato que não compraria. E que meu brownie é mais bonito e gostoso e simpático e que depois que ele comesse o meu, jamais provaria de outro qualquer (sim, margem e delírios de grandeza em apenas uma frase). Mas tem esse monte de coisa doce e estamos todos em dieta.

Adiei o brownie, mas o farei, cantando músicas lindas de amor, porque é assim que ele – o doce – ficará fofinho e saboroso e o melhor do mundo.

E aí você, que está procurando alguém para preencher uma vaga na sua empresa, lê esse post e sabe que eu faço o melhor brownie do mundo e me contrata porque; além de escrever bem, ser simpática, saber lidar primorosamente com o público, falar outros idiomas, ser culta, engraçadinha; ter postura e ser pró-ativa; ainda cozinho bem. Quer dizer, você precisa ter essa pessoa trabalhando contigo.

Another summer day

October 10, 2011

Não, ninguém aqui surtou que o verão tenha chegado – muito embora o horário de verão comece sábado que vem e o calor já esteja por aqui faz tempo. O fato é que uma semana depois daquele post em que reclamava de processos seletivos, recebi a resposta. Um sono não, mas nada que tivesse me assustado, já esperava, a bem da verdade.

Aliás, um dos grandes problemas da mídia social é qualquer um que esteja no twitter já se considera especialista. E por que não contratar um especialista no mesmo preço do heavy user?Afinal, um apenas interage com a ferramenta, enquanto o outro tem expertise. Mas não sejamos amargos que aqui é lugar de otimismo e de contar pro universo que eu mereço um emprego maneiro. Nem que seja apenas pra atualizar o escritório na última rodada do Brasileirão.

Essa coisa do “another summer day” é exatamente porque houve outro processo. Esse, inclusive bem mais tranquilo e menos RH. Os caras sabem o que querem e eu sei o que tenho a oferecer, conversamos e existe um prazo para o feedback. E é um sensação boa pra caramba essa de saber qual o tempo máximo de espera. Não conheço viv’alma que realmente curta indefinição e a sensação de vida pausada; sempre fica uma sensação angustiante pendendo no ar. E isso acaba por desandar áreas da vida que estavam perfeitinhas apenas por energia mal distribuída.

Num geral, espero que dê certo, que role aquele sonoro AGORA VAI e eu possa me concentrar apenas em resolver outro aspecto da vida. Uma coisinha de cada vez, um passinho por dia e daqui a pouco sou um ser humano muito melhor.

Não é você, sou eu

September 30, 2011

O maior problema de fazer entrevistas é o RH. Não sei quem inventeou pra essa gente bonita que entrevistas em grupo são legais. Bem, elas não são. Na verdade, o Discovery Channel poderia usar uma sala de entrevistas em grupo como um cenário de batalha: até com aquela narraçãozinha “o candidato estuda os oponentes, esperando o momento correto de desferir o golpe fatal”. Aliás, conselhos que vos dous, RH: ninguém vai trabalhar em equipe em dinâmica de entrevista porque todos ali querem a mesma vaga e jogarão quem puderem na frente de quantos ônibus forem necessários; poupem a rapeize: façam uma explanação geral e entrevistem individualmente, o tempo gasto será o mesmo.

E como sabemos que RH nao presta, eles fazem questão de ignorar quaisquer contatos. Eles não te dizem se você não conseguiu a vaga. Eles só avisam o sim. Não sei exatamente por quê. Deve ser porque a maioria é mulher e acha que se disser não a algum candidato, perdeu o vínculo pra sempre. Não, rapeize, emprego não é relacionamento. Pode dizer “olha, você não conseguiu dessa vez, mas se aparecer outra, a gente vê teu interesse”. Mas, não. É apenas um mar de grilos. E isso é chatíssimo.

E, na real, por mais que a vaga me interesse, eu não vou te procurar, porque entendo silêncios como rejeições.

Isso nao e’ uma desculpa

September 12, 2011

Nao e’ mesmo. Mas o lance e’ que pouco tem acontecido que valha muito a pena dividir. E a ideia desse espaco nao e’ ser um diarinho. Existem mil blogues assim e nao e’ desse jeito que alguem notara o quando brilhante e merecedora eu sou. Sigo esperando respostas a e-mails, a vagas etc.

Enquanto essas respostas nao vem, fico ai, jogando The Sims Social, dando aula de ingles pra minha irma, cozinhando e me exercitando na escada do predio. Porque eu nao perdi 12kg para achar tudo de volta na primeira bobeira.


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